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sábado, 20 de dezembro de 2014

FOTOS - Advento: Um tempo de preparação para a Festa do Natal de Jesus

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O Ano Litúrgico começa com o tempo do Advento; um tempo de preparação para a Festa do Natal de Jesus. Este foi o maior acontecimento da História: o Verbo se fez carne e habitou entre nós. Dignou-se a assumir a nossa humanidade, sem deixar de ser Deus. Esse acontecimento precisa ser preparado e celebrado a cada ano. Nessas quatro semanas de preparação, somos convidados a esperar Jesus que vem no Natal e que vem no fim dos tempos.

Nas duas primeiras semanas do Advento, a liturgia nos convida a vigiar e a esperar a vinda gloriosa do Salvador. Um dia, o Senhor voltará para colocar um fim na História humana, mas o nosso encontro com Ele também está marcado para logo após nossa morte.

Nas duas últimas semanas, lembrando a espera dos profetas e de Maria, nós nos preparamos mais especialmente para celebrar o nascimento de Jesus em Belém. Os Profetas anunciaram esse acontecimento com riqueza de detalhes: nascerá da tribo de Judá, em Belém, a cidade de Davi; seu Reino não terá fim... Maria O esperou com zelo materno e O preparou para a missão terrena.

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Coroa do Advento:

Para nos ajudar nesta preparação usa-se a Coroa do Advento, composta por 4 velas nos seus cantos – presas aos ramos formando um círculo. A cada domingo acende-se uma delas. As velas representam as várias etapas da salvação. Começa-se no 1º Domingo, acendendo apenas uma vela e à medida que vão passando os domingos, vamos acendendo as outras velas, até chegar o 4º Domingo, quando todas devem estar acesas. As velas acesas simbolizam nossa fé, nossa alegria. Elas são acesas em honra do Deus que vem a nós. Deus, a grande Luz, "a Luz que ilumina todo homem que vem a este mundo", está para chegar, então, nós O esperamos com luzes, porque O amamos e também queremos ser, como Ele, Luz.

Cor:

A Liturgia neste tempo é o roxo.

Sentido:

O sentido do Advento é avivar nos fiéis a espera do Senhor.

Duração:

4 semanas

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Sexta–Feira Santa: Uma prova de amor!

Sexta Feira Santa

A tarde de Sexta-feira Santa apresenta o drama imenso da morte de Cristo no Calvário. A cruz erguida sobre o mundo segue de pé como sinal de salvação e de esperança. Com a Paixão de Jesus segundo o Evangelho de João comtemplamos o mistério do Crucificado, com o coração do discípulo Amado, da Mãe, do soldado que lhe traspassou o lado.

São João, teólogo e cronista da paixão nos leva a comtemplar o mistério da cruz de Cristo como uma solene liturgia. Tudo é digno, solene, simbólico em sua narração: cada palavra, cada gesto. A densidade de seu Evangelho agora se faz mais eloqüente. E os títulos de Jesus compõem uma formosa Cristologia. Jesus é Rei. O diz o título da cruz, e o patíbulo é o trono onde ele reina. É a uma só vez, sacerdote e templo, com a túnica sem costura com que os soldados tiram a sorte. É novo Adão junto à Mãe, nova Eva, Filho de Maria e Esposo da Igreja. É o sedento de Deus, o executor do testamento da Escritura. O Doador do Espírito. É o Cordeiro imaculado e imolado, o que não lhe romperam os ossos. É o Exaltado na cruz que tudo o atrai a si, quando os homens voltam a ele o olhar.

A Mãe estava ali, junto à Cruz. Não chegou de repente no Gólgota, desde que o discípulo amado a recordou em Caná, sem ter seguido passo a passo, com seu coração de Mãe no caminho de Jesus. E agora está ali como mãe e discípula que seguiu em tudo a sorte de seu Filho, sinal de contradição como Ele, totalmente ao seu lado. Mas solene e majestosa como uma Mãe, a mãe de todos, a nova Eva, a mãe dos filhos dispersos que ela reúne junto à cruz de seu Filho.

Maternidade do coração, que infla com a espada de dor que a fecunda.

A palavra de seu Filho que prolonga sua maternidade até os confins infinitos de todos os homens. Mãe dos discípulos, dos irmãos de seu Filho. A maternidade de Maria tem o mesmo alcance da redenção de Jesus. Maria comtempla e vive o mistério com a majestade de uma Esposa, ainda que com a imensa dor de uma Mãe. São João a glorifica com a lembrança dessa maternidade. Último testamento de Jesus. Última dádiva. Segurança de uma presença materna em nossa vida, na de todos. Porque Maria é fiel à palavra: Eis aí o teu filho.

O soldado que traspassou o lado de Cristo no lado do coração, não se deu conta que cumpria uma profecia realizava um últmo, estupendo gesto litúrgico. Do coração de Cristo brota sangue e água. O sangue da redenção, a água da salvação. O sangue é sinal daquele maior amor, a vida entregue por nós, a água é sinal do Espírito, a própria vida de Jesus que agora, como em uma nova criação derrama sobre nós.

A Celebração

Hoje não se celebra a missa em todo o mundo. O altar é iluminado sem mantel, sem cruz, sem velas nem adornos. Recordamos a morte de Jesus. Os ministros se prostram no chão frente ao altar no começo da cerimônia. São a imagem da humanidade rebaixada e oprimida, e ao mesmo tempo penitente que implora perdão por seus pecados.

Vão vestidos de vermelho, a cor dos mártires: de Jesus, o primeiro testeunho do amor do Pai e de todos aqueles que, como ele, deram e continuam dando sua vida para proclamar a libertação que Deus nos oferece.

Ação litúrgica na Morte do Senhor

1. A ENTRADA

A impressionante celebração litúrgica da Sexta-feira começa com um rito de entrada diferente de outros dias: os ministros entram em silëncio, sem canto, vestidos de cor vermelha, a cor do sangue, do martírio, se prostram no chão, enquanto a comunidade se ajoelha, e depois de um espaço de silêncio, reza a oração do dia.

2. Celebração da Palavra

  • Primeira Leitura

Espetacular realismo nesta profecia feita 800 anos antes de Cristo, chamada por muitos o 5º Evangelho. Que nos introduz a alma sofredora de Cristo, durante toda sua vida e agora na hora real de sua morte. Disponhamo-nos a vivê-la com Ele.
Leitura do Profeta Isaías 52, 13 ; 53

  • Salmo responsorial

Neste Salmo, recitado por Jesus na cruz, entrecruzam-se a confiança, a dor, a solidão e a súplica: com o Homem das dores, façamos nossa oração. Sl 30, 2 e 6. 12-13. 15-16. 17 e 25.

  • Segunda leitura

O Sacerdote é o que une Deus ao homem e os homens a Deus… Por isso Cristo é o perfeito Sacerdote: Deus e Homem. O Único e Sumo e Eterno Sacerdote. Do qual o Sacerdócio: o Papa, os Bispos, os sacerdotes e dos Diáconos unidos a Ele, são ministros, servidores, ajudantes… Leitura da Carta aos Hebreus 4,14-16; 5,7-9.

  • Versículo antes o Evangelho (Fl 2, 8-9)

Cristo, por nós, humilhou-se e foi obediente até a morte, e morte de cruz. Por isso Deus o sobreexaltou grandemente e o agraciou com o Nome que é acima de todo nome.

Como sempre, a celebração da Palavra, depois da homilia conclui-se com uma ORAÇÃO UNIVERSAL, que hoje tem mais sentido do que nunca: precisamente porque comtemplamos a Cristo entregue na cruz como Redentor da humanidade, pedimos a Deus a salvação de todos, crentes e não crentes.

3. Adoração da Cruz

Depois das palavras passamos a um ato simbólico muito expressivo e próprio deste dia: a veneração da Santa Cruz é apresentada solenemente a Cruz à comunidade, cantando três vezes a aclamação: "Eis o lenho da Cruz, onde esteve pregada a salvação do mundo. Ó VINDE ADOREMOS", e todos ajoelhados uns instantes de cada vez, e então vamos, em procissão, venerar a Cruz pessoalmente, com um genuflexão (ou inclinação profunda) e um beijo (ou tocando-a com a mão e fazendo o sinal da cruz ); enquanto cantamos os louvores ao Cristo na Cruz :

4. A comunhão

Desde de 1955, quando Pio XII decidiu, na reforma que fez na Semana Santa, não somente o sacerdote - como até então - mas também os fiéis podem comungar com o Corpo de Cristo.

Ainda que hoje não haja propriamente Eucaristia, mas comungando do Pão consagrado na celebração de ontem, Quinta-feira Santa, expressamos nossa participação na morte salvadora de Cristo, recebendo seu "Corpo entregue por nós".

http://www.catequisar.com.br/

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Guia Litúrgico da Quaresma 2013

quaresma

17/02/2013 - 1° Domingo da Quaresma
Dt 26,4-10 / Sl 90 / Rm 10,8-13 / Lc 4,1-13
Nem só de pão vive o homem.

24/02/2013 - 2° Domingo da Quaresma
Gn 15,5-12.17-18 / Sl 26 / Fl 3,17-4,1 / Lc 9, 28-36
Mestre, é bom ficarmos aqui.

03/03/2013 - 3° Domingo da Quaresma
Ex 3.1-8.13-15 / Sl 102 / 1Cor 10,1-6.10-12 / Lc 13, 1-9
Se vocês não se converterem, vão morrer todos do mesmo modo.

10/03/2013 - 4° Domingo da Quaresma
Js 5,9.10-12 / Sl 33 / 2Cor 5,17-21 / Lc 15,1-3.11-32
Esse homem acolhe pecadores e come com eles?

17/03/2013 - 5° Domingo da Quaresma
Is 43,16-21 / Sl 125 / Fl 3,8-14 / Jo 8,1-11
Pode ir, e não peque mais.

24/03/2013 - Domingo de Ramos
Is 50,4-7 / Sl 21 / Fl 2,6-11 / Lc 22,14.23,56
Façam isto em memória de mim.

domingo, 11 de março de 2012

TRECHO DA MENSAGEM DO PAPA PARA A QUARESMA 2012

«O mundo está doente. O seu mal reside mais na crise de fraternidade entre os homens e entre os povos, do que na esterilização ou no monopólio, que alguns fazem, dos recursos do universo» (Carta enc. Populorum progressio, 66).

QUARESMA: “AO PAI VOLTEMOS, JUNTO ANDEMOS, EIS O TEMPO DE CONVERSÃO”.

PAZ E BEM! Estamos vivendo o tempo quaresmal, tempo de cantarmos em nossas Liturgias: “Eis o tempo de conversão, eis o dia da Salvação, ao Pai voltemos juntos andemos, eis o tempo de conversão”. É o convite feito na Quarta-feira de Cinzas, a toda comunidade das discípulas e discípulos missionários do Mestre Jesus, é o inicio de uma caminhada de quarenta dias que visa a grande noite pascal, onde celebramos a Vitória da Vida (Jesus) sobre as forças de morte. O número quarenta na Bíblia tem um sentido muito importante, lembra para nós: o jejum de quarenta dias feito por Jesus, os quarenta anos do povo de Deus no deserto, os quarenta dias de Moisés no Monte Sinai; os quarenta dias em que Golias, desafiou Israel, até o pequeno Davi o enfrentar, os quarenta dias em que Elias foi fortificado pelo pão cozido sob cinzas e água chegando assim ao Horeb, o monte de Deus e os quarenta dias em que Jonas pregou a penitencia aos cidadãos de Nínive. Quaresma então significa quarenta dias de preparação para o grande acontecimento da humanidade: A Paixão, Morte e Ressurreição do jovem pregador de Nazaré, o mesmo que o Pai do Céu constituiu Cristo e Senhor. E neste caminho de preparação alguns elementos podem nos ajudar a fazer uma profunda e concreta experiência de conversão: a oração, o jejum e a caridade. A Quaresma é ainda um oportuno tempo para revermos nossa prática batismal, somos um povo pascal, porque batismal. O sacramento do batismo deve gerar em nós, uma continua vontade de conversão, uma verdadeira metanóia, isto é, mudança de mentalidade, de direção! E neste sentindo, São Francisco das Chagas tem muito a nos ensinar, aprendemos dele, em seus escritos, um verdadeiro caminho de penitencia e conversão. Um homem totalmente convertido pelas Palavras do Senhor e seu Santo Modo de Operar. Concluo citando dois grandes liturgistas brasileiros, Irmã Penha Carpanedo e Pe. Marcelo Guimarães: “Celebrar a Quaresma é festejar o refazer a aliança de Deus com a gente que o nosso pecado e negligência romperam. É renunciar a nossos instintos egoístas e abrir-nos mais ao plano do Deus da Vida. Celebrar a Quaresma é intensificar a oração, o jejum e a caridade, para vivermos mais consagrados ao Deus que nos reconciliou com Ele... é deixar-se conduzir ao deserto, para que o Senhor nos fale ao coração.”. Portanto que esta vivencia quaresmal nos torne pessoas melhores e comprometidas com a vida e a saúde afim de que ela “se difunda sobre a terra”. Paz e Bem! Frei Erivaldo Valdomiro da Silva, OFM. Fraternidade São Francisco – Salvador - BA